Foto IASalada de Grão-de-Bico, Atum e Legumes
Uma salada fresca e prática de grão-de-bico, atum e legumes.
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Ingredientes

- 100 g Alface
- 230 g Grão-de-Bico
- 100 g Atum em conserva
- 200 g Tomate cherry
- 10-12 un. Azeitona Preta
- Sal a gosto
- Orégano a gosto
- Azeite a gosto
Preparação
Lave e corte a alface (também pode usar rúcula, alface-de-cordeiro ou outras folhas verdes).
Escorra e lave o grão-de-bico cozido.
Lave e corte o tomate cherry ao meio ou em pedaços e corte a azeitona preta em rodelas.
Junte o atum em conserva, tempere a gosto com sal, orégano e regue com azeite.
Misture tudo e sirva.
É uma salada sem segredos de calor, e é bom que assim seja: aqui ninguém espera o ponto de nada, porque nada vai ao fogo. O que decide o resultado é a água — a da alface, a do tomate, a do grão-de-bico mal escorrido — e o tempo que a salada fica à espera antes de ir à mesa.
A regra é simples: tudo o que molha vai para a tigela seco, ou a salada faz caldo próprio em dez minutos e a alface murcha antes da hora. Há quem diga que lavar o grão-de-bico é só para tirar o sabor da lata; não é, é sobretudo para tirar aquele líquido espesso e salgado que, misturado com o azeite, dá uma pasta em vez de um tempero limpo.
O atum entra partido com o garfo, não cortado, porque a conserva já vem desfiada e um corte a mais só esmaga o que não precisa. A azeitona em rodelas não é estética: é para que cada garfada tenha um pouco de amargo e sal, em vez de calhar tudo numa azeitona inteira ou em nenhuma.
O azeite e o sal entram no fim, depois de tudo misturado, e não antes — se temperar a alface sozinha, ela larga água logo ali e a salada fica aguada antes de chegar à mesa.
A alface é só a base fresca e crocante; qualquer folha verde serve, desde que não seja já murcha ou com as pontas escuras — isso é sinal de que já perdeu a água que devia perder só na tigela, à sua vez. Rúcula dá mais amargo, alface-de-cordeiro dá mais suavidade; o critério é escolher a folha pela textura que se quer sentir no garfo, não pelo nome.
O grão-de-bico de lata é o atalho certo aqui — não há cozedura nesta receita, por isso não há motivo para cozer grão seco só para isto. O que importa é escorrer bem e passar por água, como já se disse, para tirar o líquido da conserva que senão domina o tempero todo.
O atum em conserva pode ser em água ou em azeite; se for em azeite, convém escorrer esse azeite antes de temperar com o de adicionar, ou a salada fica pesada e brilhante demais, sem equilíbrio. Em Portugal há sempre bacalhau à mão, mas aqui o atum é mesmo atum — não é substituto de nada, é a proteína da salada, e pode trocar-se por outro peixe em conserva se for essa a vontade, desde que tenha a mesma função: dar corpo e sal.
O tomate cherry traz o doce e a acidez que faltam ao resto; se não houver cherry, serve tomate normal cortado em pedaços pequenos, mas vale a pena escolher um tomate firme — um tomate mole deixa cair semente e água na tigela e isso é a mesma água que já se evitou com o grão-de-bico, desperdiçada à última hora.
A azeitona preta pode ser trocada por verde, é questão de gosto e de quanto amargo se quer; o orégano seco é o aroma clássico desta mistura mediterrânica, mas qualquer ervas secas da zona serve ao mesmo propósito — dar um cheiro que o azeite por si só não dá.
E já que a mesa portuguesa tem sempre pão e azeite postos, esta salada pede isso mesmo: um pão a acompanhar, para molhar no fundo da tigela onde fica o sumo do tomate com o azeite, que de outro modo se perde no prato.