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Massa com Atum e Ervilha-Torta

Uma salada de massa fresca e leve, com atum, ervilha-torta crocante e tomate seco.

Doses: 4 Cozedura 30 min Massas
Contém: glúten, peixe e marisco
As etiquetas são calculadas automaticamente a partir dos ingredientes e podem estar erradas. Verifique a embalagem se isso for importante para si.

Ingredientes

Massa com Atum e Ervilha-Torta — ingredientes: Massa curta, Atum, Ervilha-torta, Limão, Tomate seco, Sal

Preparação

  1. Numa panela, leve uma grande quantidade de água a ferver, junte o sal grosso e coza a massa até ficar al dente.

  2. Deixe a massa arrefecer até à temperatura ambiente, regando-a com um pouco de azeite.

  3. Sele o atum numa frigideira bem quente durante cerca de 2 minutos e depois corte-o em cubos pequenos.

    2 min
  4. Lave bem a ervilha-torta, retire as pontas e coza por alguns minutos em água a ferver ligeiramente salgada.

  5. Escorra a ervilha-torta e corte-a em pedaços de tamanho médio.

  6. Junte a ervilha-torta e o atum à massa já arrefecida.

  7. Prepare um tempero com sumo de limão, azeite, sal e pimenta preta, e misture com a massa.

  8. Junte o tomate seco picado e misture bem.

Isto é uma massa fria, dessas que se comem bem no verão, e o que a define é o contraste: a massa morna-fria com o atum selado por fora e ainda rosado por dentro, a ervilha-torta a estalar, e o limão a cortar tudo isso para não ficar pesado. Não é uma receita de lume aceso o tempo todo — é mais uma receita de três panelas pequenas que se encontram no fim, cada uma com o seu ponto certo.

O que decide o resultado não são os minutos, é a temperatura em três momentos diferentes. A massa cozida e depois deixada arrefecer até à temperatura ambiente, regada com azeite para não colar — se a deitar quente para a tigela com o atum, o atum cozinha mais e perde a textura que foi buscar à frigideira. O atum selado muito rápido, numa frigideira que chia quando o peixe toca nela, porque a ideia é crosta fora e cor rosada dentro; se a frigideira estiver tépida, o atum coze por inteiro e fica seco, sem aquele miolo mais suave. E a ervilha-torta, que entra em água a fervilhar só até perder o verde cru e ganhar um verde vivo, sem perder o estalo — aqui o relógio ajuda pouco, o que conta é mordê-la e sentir se ainda resiste ou se já ficou mole.

Há quem diga que massa fria é massa requentada do dia anterior. Não é: aqui a massa é feita de propósito para arrefecer, por isso coze-se al dente e pára-se o cozimento com azeite, não com choque de água fria, que lavaria o amido e deixava a massa sem gosto nenhum para apanhar o tempero depois.

A massa curta é a base certa aqui — formas como penne, fusilli ou conchiglie, que têm reentrâncias para apanhar o tempero de limão e azeite. Massa longa, como esparguete, escorrega o tempero todo para o fundo da tigela e fica seca por cima; não é proibido, mas perde-se a razão de ser desta receita, que é cada garfada vir com um pouco de tudo.

O atum deve ser um lombo fresco, espesso, não uma posta fininha — precisa de altura para se poder selar por fora e ficar ainda cru ou mal passado por dentro. Se só encontrar atum mais fino, o critério mantém-se: quer-se contraste de cor entre o exterior e o interior, por isso o tempo na frigideira encolhe ainda mais. Quem preferir sem risco de cru, pode cozinhar o atum por completo, mas aí ganha-se segurança e perde-se a razão de o selar — nesse caso tanto se pode cozer como assar, o resultado aproxima-se mais de um atum em conserva desfeito.

A ervilha-torta é a vagem inteira, comestível com casca, não a ervilha solta de dentro. O critério para a substituir é procurar outra vagem verde que também se coma crua se for preciso — feijão verde fino cozido rapidamente serve, ou mesmo ervilhas normais já descascadas, cozidas muito pouco tempo, embora se perca o estalo da vagem inteira que é o que torna este prato interessante de mastigar.

O limão entra em sumo, não em raspa, e a quantidade certa é a que se sente sem dominar — se a massa já cozida e fria souber demasiado a azeite e pouco a nada mais, falta limão; se souber só a ácido, sobrou. É um tempero que se ajusta à prova, não por medida fixa.

O tomate seco traz o salgado concentrado e uma doçura escura que falta ao resto do prato, que é tudo sabores limpos — atum, ervilha, limão. Convém picá-lo pequeno para se distribuir pela massa toda e não ficar concentrado numa garfada só. Se estiver muito seco e duro, vale a pena hidratá-lo uns minutos em água morna antes de picar, para não ficar a roer um pedaço de couro.

Quanto ao sal grosso na água da massa: a regra de ouro antiga é a água do mar, e não é exagero — prova-se a água antes de lá meter a massa, deve estar nitidamente salgada, porque é essa água que entra na massa enquanto coze e é a única oportunidade de a temperar por dentro. O sal fino do tempero final só tempera por fora.

Nunca fiz esta receita em casa, por isso o que digo sobre os pontos de cozedura e o aspeto do atum é o que a lógica da receita pede, não uma garantia vivida à minha mesa — se a frigideira ou a ervilha se comportarem de forma diferente da descrita, confie no que vê e sente, não no texto.

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