Salada de Manga e Abacate com Molho Cremoso de MangaFoto IA

Salada de Manga e Abacate com Molho Cremoso de Manga

Salada fresca de quinoa, manga e abacate, com um molho cremoso de manga.

Doses: 4 Preparação 20 min Cozedura 20 min Saladas
Contém: leite, frutos de casca rija, peixe e marisco, soja
As etiquetas são calculadas automaticamente a partir dos ingredientes e podem estar erradas. Verifique a embalagem se isso for importante para si.

Ingredientes

Salada de Manga e Abacate com Molho Cremoso de Manga — ingredientes: Quinoa, Edamame, Rúcula, Manga, Abacate, Castanha de

Para o molho de manga

Salada de Manga e Abacate com Molho Cremoso de Manga — Para o molho de manga (ingredientes): Manga, Alho, Gengibre, Páprica

Preparação

  1. Lavar e cozinhar a quinoa de acordo com as instruções da embalagem.

  2. Regar o edamame com água fervente e misturar com a quinoa.

  3. Dispor num prato com a rúcula, a manga e o abacate.

  4. Para o molho de manga: bater todos os ingredientes juntos e temperar a gosto.

  5. Deixar o molho repousar enquanto se prepara o resto da salada.

  6. Regar com o molho em fios finos.

  7. Polvilhar com a castanha de caju e o coentro antes de servir.

Isto é uma salada de quinoa com manga e abacate, mas o nome a sério devia ser "molho de manga que manda em tudo". Porque é isso que decide se a coisa funciona: um molho batido, cremoso, agridoce, com peixe e lima a dar-lhe nervo, que se espalha em fio fino por cima de legumes frescos e grãos ainda mornos.

O resultado depende de duas coisas que não têm nada a ver com tempo de forno ou grau de lume. Primeira: a quinoa tem de ficar solta, cada grão a saltar, nunca uma pasta húmida — isso vê-se quando o grão abre e mostra aquele filete branco a espiralar, e a água desaparece da panela sem precisar de ser escorrida. Segunda: o abacate e a manga têm de ceder ao toque dos dedos sem se desfazerem — se a manga ainda resiste como uma maçã, deixa-a no fruteiro mais um dia, que ela não vai amadurecer melhor dentro da salada.

Há quem pense que uma salada "de verão" assim não tem lugar na mesa portuguesa habituada a bacalhau e pão com azeite. Não é bem assim: é só um prato lateral, fresco, que entra bem ao lado de um peixe grelhado simples, sem concorrer com ele. Pão à parte continua a fazer sentido — para limpar o molho que sobra no prato, que esse não se deixa perder.

A quinoa é a base neutra que aguenta o peso de tudo o resto sem se impor — lava-se antes de cozer para tirar o amargo que a casca natural (a saponina) deixa, e cozinha-se em água até o grão abrir e a água sumir por absorção. Se não houver quinoa em casa, um cuscuz ou um arroz basmati solto fazem o mesmo papel de "cama que não estorva".

O edamame entra só para dar verde e uma mordida diferente da quinoa — regado com água a fervfont para o amolecer sem o cozinhar de novo, porque já vem pré-cozido do saco. Não há edamame à mão? Grão-de-bico cozido ou até favas descascadas cumprem a mesma função de dar textura e proteína vegetal ao prato.

A rúcula traz o amargo que equilibra o doce da manga — é escolha de folha, não de receita fechada: agrião ou espinafre tenro fazem o mesmo contraponto. A manga e o abacate em cubos são o corpo da salada, e aqui o critério de escolha é só um: amadurecidos, que cedem à pressão leve do dedo. Manga verde não amolece a tempo e o abacate verde fica a saber a nada, só a manteiga crua.

A castanha de caju salgada, picada grosseiramente à mão (nunca no robô, que isso fá-la em farinha), dá o estalido que falta a um prato todo mole. Amêndoa ou avelã tostada servem o mesmo propósito de contraste. O coentro fresco é polémico — há quem lhe sinta sabor a sabão, questão de genética, não de mau gosto — e quem não gosta troca por salsa ou hortelã sem perder nada de essencial.

O molho é onde está o trabalho todo: manga madura batida com alho, gengibre, páprica fumada, molho de peixe, sumo e raspa de lima, e crème fraîche. O molho de peixe não é para notar como peixe — é para dar aquele fundo salgado-profundo que o sal sozinho não dá; se não houver, um pouco de sal com uma gota de vinagre de vinho aproxima. O crème fraîche dá o corpo cremoso sem pesar; na falta dele, um iogurte grego gordo faz o mesmo. Deixar o molho repousar não é capricho — é dar tempo ao alho e ao gengibre para se espalharem pelo líquido em vez de ficarem a sabores isolados em bocados.

Denunciar esta receita hello@fridge.menu