Foto IASumo de Aipo, Salsa, Maçã e Cenoura
Um sumo fresco e vitaminado de aipo, salsa, maçã e cenoura, pronto em poucos minutos.
As etiquetas são calculadas automaticamente a partir dos ingredientes e podem estar erradas. Verifique a embalagem se isso for importante para si.
Ingredientes

Preparação
Limpe as pontas da cenoura, descasque, corte em pedaços e coloque na centrifugadora.
Lave bem a salsa, corte grosseiramente e junte à cenoura.
Lave as maçãs, corte em quatro partes, retire o miolo e coloque na centrifugadora.
Lave o aipo, retire a camada exterior, corte em pedaços e junte aos restantes ingredientes.
Feche o recipiente da centrifugadora e ligue o aparelho.
Antes de beber, misture o sumo obtido com uma colher.
Isto não é bem uma receita, é mais uma extração. Mete-se cenoura, aipo, maçã e salsa numa centrifugadora e sai um sumo. O "cozinhar" aqui é mecânico, não térmico: uma lâmina a rodar depressa rasga a fibra da planta e separa a água açucarada e os sais minerais da polpa seca. Não há lume, não há ponto de cozedura, há só a pergunta: a fruta e o legume estão frescos e duros o suficiente para dar sumo, ou já estão murchos e vão dar espuma e pouco líquido?
O que decide o resultado não é o tempo na máquina, é o que lá entra. Cenoura mole dobra-se com a unha em vez de estalar — não a queiras, está a perder água para dentro de si mesma e vai render menos sumo. Maçã deve soar oca e firme quando lhe bates com o dedo. Aipo fresco parte com um estalido seco; se dobra como corda, já perdeu a tensão que lhe dá sumo.
Para uma pessoa, as proporções dadas (duas cenouras grandes a mais que o resto, maçã a adoçar, aipo e salsa a dar amargo e verde) fazem um copo generoso, não um litro. Se quiseres mais, multiplica tudo na mesma proporção — a máquina não se importa com a quantidade, importa-se é com o tamanho dos pedaços que lhe metes, para não encravar a lâmina.
A cenoura é a base, dá corpo e doçura sem exagero — compra-a firme, sem rachas na pele, e se vier com a rama ainda presa, melhor, porque murcha mais devagar no frigorífico. Sem cenoura, substitui-se por critério: qualquer raiz doce e com água suficiente serve, beterraba crua é a troca óbvia, mas muda a cor e o sabor para um registo mais terroso.
A maçã entra para adoçar e cortar o amargo do aipo e da salsa — qualquer variedade firme funciona, a questão não é a casta, é a textura: maçã farinhenta dá sumo turvo e pouco, maçã estaladiça dá sumo claro. Se não tens maçã, uma pêra firme faz o mesmo papel de equilibrar o amargo, só muda a doçura, que fica mais discreta.
O aipo é quem dá o verde e o sal natural do sumo — a parte de fora do talo costuma vir com fibras compridas e amargas, por isso se retira essa camada com uma faca ou um descascador, não por exagero de requinte, mas porque essas fibras entopem a centrifugadora e saem inteiras no sumo, o que é desagradável de beber. Sem aipo, perde-se esse amargo mineral; pepino aproxima-se na frescura mas sem o sal.
A salsa é a nota que falta nos outros três, clorofila concentrada e um amargo limpo — usa-se em pequena quantidade porque em grande quantidade domina tudo. Coentros trocam-se por salsa sem drama de textura, só muda o perfil de sabor para um registo mais cítrico.
Centrifugadora não há em todas as casas, isso é verdade, e sem ela este sumo não se faz bem: um liquidificador normal tritura tudo junto com a fibra, dá uma papa espessa que depois se cola a um pano para se coar, é mais trabalho e sai menos sumo, mas funciona como substituto honesto.
A paciência aqui não é muita, mas existe na escolha dos ingredientes: um minuto a mais a apalpar a cenoura e a bater na maçã poupa um sumo pobre e espumoso. É isso que separa um copo bom de um copo triste, não a máquina, não o tempo de centrifugação.