Foto IAFrittata de Cebola Roxa
Uma frittata cremosa, apurada com cebola roxa caramelizada, mozzarella e parmesão.
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Ingredientes

- 5 un. Cebola roxa
- 100 g Parmesão
- 1 un. Mozzarella
- 1 un. Ovo
- 1 un. Gema de ovo
- Óleo vegetal a gosto
- Sal a gosto
- Pimenta preta a gosto
- Noz-moscada a gosto
- Pão ralado a gosto
Preparação
Corte a cebola roxa em pedaços grandes. Coloque óleo na frigideira.
Refogue a cebola até ficar macia e dourada.
Deixe a cebola arrefecer, depois passe para uma tigela e misture com o ovo, a gema, a mozzarella, o parmesão, a noz-moscada, o sal e a pimenta preta.
Unte a frigideira com óleo, polvilhe com pão ralado e deite a mistura de ovo e cebola.
Deixe cozinhar alguns minutos e depois vire para o outro lado.
Isto não é bem uma frittata italiana a sério, é mais uma omolete gorda que se deixa levar pela cebola. A cebola roxa, cortada grande e refogada lentamente, é quem dá o corpo e o açúcar que depois caramelize por dentro; o ovo é só a cola que segura tudo direito quando se vira na frigideira.
O que decide o resultado é a cebola: tem de passar de roxa e crua a mole e dourada, quase a desfazer-se ao toque da colher, antes de sair do lume. Se sair antes disso, fica com aquele travo que faz torcer o nariz a quem não gosta de cebola; se queimar, amarga, e já não há queijo que disfarce.
A segunda decisão é a frigideira: tem de ser uma onde a mistura não pegue, porque aqui não há forno a ajudar — isto cozinha e vira em cima do fogão, do princípio ao fim. Um fogão de casa normal, com uma frigideira antiaderente decente, dá perfeitamente para isto; não é preciso nenhuma maravilha de restaurante.
Há quem diga que frittata só serve fria, cortada em cunhas, como aperitivo. Não é bem assim: esta, por ser mais ovo com cebola do que propriamente um prato italiano fiel, sabe tão bem morna como fria, com pão e um fio de azeite ao lado — o que já é meio caminho andado para uma refeição à portuguesa.
A cebola roxa é a protagonista, não um acompanhamento: por isso vai em pedaços grandes, para não se desfazer toda no refogado e deixar ainda alguma mordida depois de cozida. Se só houver cebola branca ou amarela em casa, serve perfeitamente — muda só a cor final e fica ligeiramente menos adocicada, porque é a roxa que traz mais açúcar natural para caramelizar.
O ovo inteiro dá volume e ar à mistura; a gema extra, sem a clara que vem com ela, serve só para engordar a cor e a untuosidade, sem aguar a massa com mais líquido do que o necessário. Se faltar uma gema, não acontece desastre nenhum: a frittata fica só ligeiramente menos rica, mais parecida com uma omolete simples.
O parmesão e a mozzarella fazem trabalhos diferentes: o parmesão, ralado fino, dá sal e aquele fundo salgado que o sal de mesa não imita; a mozzarella funde e dá a parte cremosa, os fios que se puxam quando se corta. Qualquer queijo duro e salgado serve no lugar do parmesão — o critério é ter sabor concentrado, não só sal; e no lugar da mozzarella, qualquer queijo que funda bem sem largar muita água resolve.
A noz-moscada é um toque, não um ingrediente que se sinta sozinho — está ali para dar fundo a um prato de ovo e queijo, que sem especiaria fica um pouco plano. Pode sair da receita sem drama nenhum, se não houver em casa.
O pão ralado no fundo da frigideira não é decoração: cria uma camada seca entre o metal e o ovo, que ajuda a não pegar e dá uma crosta fininha por fora. Sem ele, com uma frigideira antiaderente em boas condições, ainda se consegue fazer a frittata — só exige mais cuidado a soltar e a virar.
A paciência aqui está toda na cebola: o tempo que ela pede para passar de crua a dourada não se atalha com mais lume, porque lume alto só queima por fora e deixa crua por dentro. É esperar, e olhar, e só depois decidir que já está.