Muffins de Ricota sem OvosFoto IA

Muffins de Ricota sem Ovos

Muffins macios de ricota, sem ovos, com gotas de chocolate — simples de preparar e perfeitos para qualquer hora do dia.

Doses: 6 Preparação 15 min Cozedura 18 min Pastelaria
VegetarianoContém: glúten, leite
As etiquetas são calculadas automaticamente a partir dos ingredientes e podem estar erradas. Verifique a embalagem se isso for importante para si.

Ingredientes

Muffins de Ricota sem Ovos — ingredientes: Farinha de trigo, Açúcar, Ricota, Fermento em pó, Óleo vegetal, Gotas de Chocolate

Preparação

  1. Misture o açúcar com o óleo vegetal, junte a ricota e bata com a batedeira até obter um creme espesso e homogéneo.

  2. Peneire a farinha com o fermento em pó e adicione aos poucos à mistura, mexendo sempre.

  3. Quando a massa estiver pronta, junte as gotas de chocolate e misture bem.

  4. Distribua a massa pelas forminhas de muffin, enchendo cerca de 2/3 de cada uma.

  5. Leve ao forno pré-aquecido a 180°C.

    18 min
  6. Verifique se estão prontos espetando um palito: se sair seco, desligue o forno.

  7. Deixe os muffins descansar mais 5 minutos.

    5 min
  8. Deixe arrefecer e sirva.

Isto é um muffin sem ovo, e o nome diz logo onde está o truque: quem faz o trabalho do ovo aqui é a ricota. O ovo, numa receita normal, dá duas coisas ao mesmo tempo — liga a massa e ajuda-a a levedar um bocadinho com o ar que se bate. A ricota só faz a primeira: dá corpo, humidade, liga a farinha ao açúcar e ao óleo num creme coeso. A segunda coisa fica toda a cargo do fermento em pó, por isso ele entra em quantidade generosa para a massa — 8 g não é um descuido, é a compensação.

O resultado depende de três coisas, por esta ordem: o creme inicial ficar mesmo homogéneo, a farinha entrar devagar para não matar o ar que lá está, e o forno estar já quente quando a massa entra. Se qualquer uma falhar, sai um muffin denso, pesado, que cai em vez de subir.

Há quem diga que muffin sem ovo fica sempre seco. Não é bem assim: fica diferente, mais compacto, menos elástico — mas seco é outra história, e essa vem do forno a mais ou da ricota a menos, não da ausência do ovo.

Comece pelo creme: açúcar, óleo e ricota batidos até engrossar. Aqui o que se procura é ver a mistura mudar de textura — começa líquida e solta, e ao fim de uns minutos de batedeira fica mais pálida, mais espessa, quase como um creme de pasteleiro cru. É esse espessamento que mostra que a ricota se desfez bem e que o óleo se juntou a ela, não que ficou a boiar por cima. Se a ricota for muito aguada — algumas vêm com bastante soro — escorra-a um pouco antes, senão o creme nunca ganha corpo e a massa final fica solta.

A farinha entra peneirada e junto com o fermento, aos poucos, sempre a mexer. O "aos poucos" não é capricho: farinha toda de uma vez forma grumos que depois custam a desfazer sem bater de mais — e bater de mais é o erro que endurece o miolo, porque desenvolve o glúten como se fosse pão. Quer-se o oposto: mexer o suficiente para a farinha desaparecer, nem mais um segundo.

O fermento em pó aqui faz praticamente sozinho o trabalho de levedar. Numa massa com ovo, a clara batida ajuda a arejar; sem ovo, é o fermento que tem de dar conta do recado, e por isso a dose é mais alta do que num bolo normal com ovos. Não vale a pena cortar nesta quantidade a pensar que "é muito" — é a medida certa para esta massa específica.

As gotas de chocolate são o único ingrediente livre: entram a gosto, e podem sair ou trocar por frutos secos picados, passas, ou nada, sem mudar o mecanismo da massa. O critério para substituir qualquer coisa nesta receita é sempre este: respeite o papel, não o ingrediente. A ricota, por exemplo, pode trocar-se por outro queijo fresco cremoso de teor de gordura parecido — requeijão bem escorrido, por exemplo — desde que dê o mesmo corpo ao creme; não troque por um iogurte magro, que é água a mais sem a mesma liga.

No forno português normal, 180°C costuma ser uma temperatura razoável para muffins, mas forno a forno há sempre variação de 10 a 15 graus, e é por isso que o palito manda mais do que o relógio: espete no meio de um muffin, e se sair seco, está feito; se vier massa agarrada, mais um pouco. Os 18 minutos indicados são só o ponto de partida a partir do qual começa a verificar, não um prazo fixo.

Depois de sair do forno, deixe-os descansar nas forminhas mais uns minutos antes de desenformar. Isto não é estética: o muffin ainda está a terminar de assentar por dentro, e tirá-lo cedo de mais corre o risco de partir ou afundar no meio. Paciência aqui é mesmo um ingrediente — os últimos cinco minutos de espera fazem tanta diferença como qualquer coisa que tenha ido para a massa.

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