Massa com Natas e FiambreFoto IA

Massa com Natas e Fiambre

Massa cremosa com fiambre, alho e parmesão, pronta em poucos minutos.

Doses: 4 Cozedura 15 min Massas
Contém: glúten, leite
As etiquetas são calculadas automaticamente a partir dos ingredientes e podem estar erradas. Verifique a embalagem se isso for importante para si.

Ingredientes

Massa com Natas e Fiambre — ingredientes: Penne Rigate, Alho, Manteiga, Fiambre, Natas, Parmesão

Preparação

  1. Coloque a água para a massa a cozer, salgando-a a gosto.

  2. Derreta a manteiga numa frigideira grande e adicione o dente de alho cortado ao meio e sem o miolo.

  3. Quando o alho estiver bem dourado, adicione o fiambre cortado em cubos e refogue em fogo brando durante cerca de dois minutos.

    2 min
  4. Adicione as natas, misture bem e cozinhe mais três minutos, temperando com sal e pimenta preta.

    3 min
  5. Cozinhe a massa até ficar al dente, escorra e transfira para a frigideira com o molho.

  6. Misture a massa com o molho durante cerca de um minuto, para que fique bem envolvida.

    1 min
  7. Distribua a massa pelos pratos, polvilhando generosamente com parmesão e um pouco mais de pimenta preta.

  8. Sirva a massa com natas e fiambre imediatamente, bem quente.

Isto é um daqueles pratos que se fazem num instante e que vivem ou morrem pelo ponto da manteiga com o alho. A manteiga derrete, mas o que interessa é o alho a dourar nela — não a ficar queimado, nem a ficar só a suar. Quando o alho passa de branco a dourado, está no momento certo para receber o fiambre; se deixar escurecer mais, o alho amarga e esse amargo não sai, passa-se para o molho todo.

O resultado depende sobretudo de duas coisas: do fiambre não ferver demais e das natas não cozerem a seco. O fiambre entra em cubos e só precisa de aquecer e pegar sabor na manteiga com alho, não de cozinhar propriamente — já vem cozido de fábrica. As natas, depois, engrossam por evaporação em fogo brando; vêem-se a espessar, a deixar de correr livremente na frigideira e a ganhar aquele brilho mate de molho ligado. Se o fogo for muito alto, as natas podem talhar ou perder água a mais e ficar com grãos — por isso o fogo fica brando do alho até ao fim.

Depois é só a massa entrar al dente — dobra fácil mas ainda tem um certo nervo no meio dos dentes — para acabar de cozinhar um minuto no molho, trocando um pouco de água com ele e ligando tudo. É um prato de paciência curta: a parte que exige cuidado passa-se em poucos minutos, mas é preciso estar ali a olhar, não a arrumar a cozinha ao lado.

A massa certa aqui é um tubo com buraco — penne rigate pede-se pela estria e pelo furo, que agarram o molho de natas por dentro e por fora. Se não tiver penne em casa, qualquer massa curta e estriada serve: fusilli, rigatoni, até um macarrão mais curto. Massa lisa e fina desliza no molho em vez de o prender, por isso fica sempre um pouco mais seca ao paladar.

O alho entra cortado ao meio e sem o miolo — aquele filamento verde-claro do centro, quando já envelhecido, é amargo e cozinha mal, por isso se tira. Um dente chega para dar cheiro; não é para comer o alho, é para perfumar a manteiga e depois descartar ou deixar discretamente no prato. Há quem diga que o alho picado dá mais sabor. Não, aqui dá sabor demais e queima em segundos — o dente inteiro ou em meias deixa dourar sem amargar, e sai facilmente antes de servir.

O fiambre é a proteína e o sal de fundo do prato, por isso escolha-se um fiambre com corpo, não daqueles fatiados finíssimos que se desfazem ao calor. Corta-se em cubos porque assim aguenta o refogado sem esfarelar. Na falta de fiambre, um presunto cozido mais simples ou até um bacon magro — mas o bacon muda o jogo, porque gorduroso, e já não é o mesmo prato, é outro.

As natas pedem-se com um mínimo de gordura (as de cozinhar normais já servem bem) porque são elas que engrossam ao calor; natas muito magras não ligam e ficam ralas. Não há aqui substituto fiel — leite com manteiga tenta imitar, mas não engrossa da mesma forma nem dá o mesmo brilho ao molho.

O parmesão entra no fim, fora do calor direto, porque derretido em excesso ao fogo fica em fios elásticos em vez de se espalhar fino sobre o prato. Ralado na hora tem mais perfume do que o já ralado de saco; se não houver parmesão, um queijo seco e salgado — um bom queijo da serra mais curado, por exemplo — faz as vezes, embora o sabor mude de registo.

A pimenta preta pede-se moída no momento e em duas vagas, uma no molho e outra a terminar, porque a pimenta perde o picante e o aroma rapidamente depois de moída — a que vem já pronta em frasco há meses está, na prática, a dar só cor.

Denunciar esta receita hello@fridge.menu