Foto IATarte de Salsichas
Uma tarte prática de massa folhada com salsichas, batata e mozzarella, pronta em pouco tempo.
As etiquetas são calculadas automaticamente a partir dos ingredientes e podem estar erradas. Verifique a embalagem se isso for importante para si.
Ingredientes

- 2 un. Massa folhada
- 8 un. Salsichas tipo Viena
- 4 un. Batata
- 1 un. Mozzarella de búfala cortada em cubos
- Pão ralado a gosto
- Azeite a gosto
- 1 un. Gema de ovo
Preparação
Forrar uma forma de ir ao forno com a primeira folha de massa folhada e picar o fundo com um garfo.
Polvilhar o fundo com um punhado de pão ralado.
Distribuir por cima a batata cortada, as salsichas em pedaços e a mozzarella de búfala cortada em cubos.
Regar com um pouco de azeite.
Cobrir com a segunda folha de massa folhada, selar as bordas e pincelar com a gema de ovo.
Levar ao forno a 180 graus.
40 min
Isto é uma tarte, mas pensada ao contrário do que se costuma pensar uma tarte: não é a massa que sustenta o recheio, é o recheio que impede a massa de encharcar. Duas folhas de massa folhada, uma por baixo e outra por cima, fazem de caixa a batata, às salsichas e à mozzarella — um forno dentro do forno, se quiserem ver assim. O resultado depende quase todo de uma coisa: a água que sai dos ingredientes de dentro durante os quarenta minutos de calor.
A batata e a mozzarella largam humidade enquanto cozem. Se essa água ficar a marinar o fundo da massa, a tarte sai com uma base mole, borrachenta, que não estala. Por isso o pão ralado no fundo não é enfeite: é uma esponja que bebe o que escorre antes de empapar a folhada. É o mesmo princípio de pôr uma camada de queijo ou de pão ralado no fundo de uma quiche de legumes muito aquosos — protege sem disfarçar.
A massa folhada funciona por camadas de manteiga (ou margarina, segundo a marca) entre lâminas de massa; o calor do forno transforma essa gordura em vapor, e o vapor empurra as lâminas para cima e para longe umas das outras. É o que dá o folhado a esfarelar em lascas. Para isso acontecer bem, a massa tem de entrar fria no forno — se estiver amolecida, a gordura derrete antes de o vapor fazer o seu trabalho, e a massa cai pesada em vez de subir leve.
As salsichas tipo Viena são as finas, de massa lisa, as que vêm cozidas de fábrica e só precisam de aquecer — não as chouriças cruas ou as frescas, que pedem outro tempo e outro calor. Se só houver salsichas mais grossas, tipo frankfurt, cortam-se em rodelas mais finas para não ficarem cruas por dentro quando a massa já está pronta por fora.
A batata deve ir crua e cortada fina, em rodelas ou palitos pequenos — quanto mais fina, mais rápido cozinha dentro da tarte, que não tem o tempo generoso de um forno aberto. Há quem diga que a batata tem de ser pré-cozida antes de entrar na tarte. Não é preciso: em rodelas finas e quarenta minutos a 180 graus, ela cozinha lá dentro, protegida pela massa, que funciona como uma panela fechada.
A mozzarella de búfala traz mais água e um sabor mais leve do que a mozzarella normal de vaca; se não houver, serve qualquer mozzarella que funda bem, ou mesmo um queijo flamengo em cubos pequenos, que é o que há de mais parecido em muitas casas portuguesas. O critério é simples: um queijo que amoleça e ligue o recheio sem se desfazer em água, e que não seja demasiado salgado, porque as salsichas já trazem sal.
O pão ralado não tem quantidade fixa — é a gosto, como diz a receita, e o "a gosto" aqui quer dizer: o suficiente para cobrir o fundo numa camada fina, não uma crosta grossa. Se faltar pão ralado em casa, umas bolachas de água e sal trituradas fazem o mesmo serviço, porque o que se pede ao ingrediente é que seja seco e absorvente, não que seja pão ralado propriamente dito.
A massa folhada compra-se pronta quase sempre, e não há vergonha nenhuma nisso — fazer folhado em casa é um trabalho de mãos frias e paciência longa, dobra sobre dobra, e não é isso que esta receita pede. O que a receita pede é paciência de outro tipo: deixar a massa sair do frigorífico só no momento de usar, e deixar a tarte descansar um minuto ou dois fora do forno antes de cortar, para o recheio assentar e não sair a escorrer pela primeira fatia.
Quanto ao forno, 180 graus é uma temperatura de forno caseiro comum, nem muito forte nem fraca; o sinal de que está pronto não é só o relógio chegar aos quarenta minutos, é a tampa ficar dourada e, se se puder dar uma leve pressão com a ponta de uma faca, sentir que a batata lá dentro já não resiste, cede. Cada forno tem o seu feitio — uns aquecem mais de um lado, outros demoram a chegar à temperatura — por isso o tempo da receita é o mínimo a contar, não a palavra final.