Foto IABatatas gratinadas com natas
Fatias de batata assadas com cebola, envolvidas num creme de ovo e natas com especiarias.
As etiquetas são calculadas automaticamente a partir dos ingredientes e podem estar erradas. Verifique a embalagem se isso for importante para si.
Ingredientes
- 1 kg Batata
- 1 un. Ovo batido
- 1 un. Cebola picada finamente
- 1 dente Alho
- 0.5 l Nata para bater
- 1 pitada Noz-moscada ralada
- 1 c. chá Tomilho fresco, picado finamente
- 1 c. chá Páprica
- Sal
- Pimenta preta moída na hora
- 1 c. sopa Manteiga para untar a forma refratária
Preparação
Descascar as batatas e cortar em rodelas finas, colocar junto com a cebola numa forma refratária untada com manteiga.
Bater bem o ovo e misturar com a nata para bater até obter uma mistura homogénea.
Adicionar o alho espremido e as especiarias, misturar bem.
Distribuir a mistura uniformemente sobre as batatas.
Levar a forma ao forno pré-aquecido a 190 graus (modo ventilado) e assar durante 60-70 minutos ou até as batatas ficarem macias.
65 minSe desejar, cobrir a forma com uma tampa ou um prato refratário invertido para que a superfície não doure demasiado.
Mas nesse caso é preciso prever 10 minutos adicionais de tempo de forno.
10 min
Isto é um gratinado de batata ao estilo francês, o tal "dauphinois" sem o nome pomposo — batata cortada fina, afogada em nata e ovo, a cozer lentamente dentro da sua própria humidade até ficar macia por dentro e dourada por cima. Não há truque nenhum escondido: o resultado depende quase todo da espessura da batata e da paciência do forno, nada mais.
A fatia fina é o que faz o prato funcionar. Se cortar a batata grossa, o calor chega à superfície muito antes de chegar ao centro, e fica com uma batata queimada por fora e dura por dentro — o defeito clássico deste prato. Fina, a batata cozinha por igual, de fora para dentro, ao mesmo ritmo que a crosta se forma em cima.
O ponto certo não se mede ao minuto, mede-se com a faca: enfia-se uma faca fina ou um palito no meio da forma, e se entra sem resistência, está pronto. A cor por cima também ajuda — passa de pálida a dourada e depois a manchas mais escuras, e é aí, antes de escurecer demais, que se tira. O tempo do forno é só a garantia mínima: menos do que isso, a batata do meio ainda está crua, por mais bonita que esteja a superfície.
Há quem diga que isto precisa de queijo para ser gratinado a sério. Não precisa — gratinado aqui é só o nome que se dá a uma superfície que cora ao calor, com ou sem queijo. A nata e o ovo já têm proteína e açúcar suficientes para dourar por conta própria.
A batata é a protagonista e também a parte onde mais se erra na escolha. Quer-se uma batata com bastante amido, das que desfazem ao cozer em água — essas libertam amido suficiente para engrossar a nata enquanto assa e dar aquela consistência cremosa, quase de puré mole, entre as fatias. Uma batata firme, das que se usam para salada, não solta esse amido e fica com as rodelas a nadarem na nata em vez de se unirem a ela.
O ovo não é para dar sabor, é para dar liga: ao cozer, as suas proteínas coagulam e seguram a nata, que de outra forma ficaria líquida por baixo e separada por cima. Sem ovo o prato ainda funciona, só fica menos firme ao cortar — serve de critério para quem quer aligeirar, não é obrigatório.
A nata para bater, com a sua gordura alta, é o que permite ao líquido engrossar ao calor do forno sem talhar. Se só houver leite ou nata mais magra em casa, o prato cozinha-se da mesma maneira, mas fica mais líquido e menos untuoso — não é um erro, é outro prato, mais leve.
A cebola e o alho picados finamente servem para perfumar sem se tornarem pedaços duros no meio da batata; cortados grosseiros, cozem mal nesse tempo todo e ficam a morder, em vez de se dissolverem no conjunto. O tomilho fresco, a páprica e a noz-moscada são aromas de fundo, não protagonistas — a noz-moscada em particular tem o papel clássico de cortar o enjoativo da nata, um truque antigo da cozinha francesa com lacticínios, sem mistério nenhum por trás.
Quanto ao forno de casa: "ventilado" ajuda a dourar por igual, mas se o seu só tem a resistência normal, funciona também — conte com mais alguns minutos e vigie pela cor, não pelo relógio. A forma coberta no início é só para quem tem um forno que aquece com força desigual e teme a superfície a escurecer antes do centro cozer; se o seu forno é comportado, pode saltar esse passo sem perda nenhuma.
Isto não é prato para pressa. A nata precisa do tempo todo para engrossar devagar, e quem abrir o forno de dez em dez minutos só atrasa o processo e deixa entrar ar frio. Deixe-o em paz e confie no cheiro e na cor, que avisam antes de qualquer relógio.