Foto IABolo de Amêndoa
Bolo húmido de massa de amêndoa com cobertura de chocolate e amêndoas torradas por cima.
As etiquetas são calculadas automaticamente a partir dos ingredientes e podem estar erradas. Verifique a embalagem se isso for importante para si.
Ingredientes
- 200 g Massa de amêndoa grosseiramente ralada
- 75 g Açúcar
- 200 g Manteiga à temperatura ambiente
- 4 un. Ovos
- 50 g Farinha de trigo
- 60 g Chocolate negro picado fino
- 50 ml Leite
- 80 g Manteiga mole
- 200 g Açúcar em pó
- 50 g Amêndoa
Preparação
Bata a massa de amêndoa com o açúcar até ficar homogénea. Junte a manteiga cortada em cubos e bata até a mistura ficar lisa e leve. Incorpore os ovos, um a um, e no final envolva a farinha na massa.
Coloque a massa numa forma de fundo amovível com 20 cm de diâmetro, untada e com o fundo forrado com papel vegetal.
Leve ao forno pré-aquecido a 175°C (modo convecção) durante cerca de 30 minutos, até dourar e ficar completamente cozido. Deixe o bolo arrefecer um pouco na forma antes de desenformar.
30 minDerreta o chocolate em banho-maria em fogo brando. Retire do calor e envolva o leite. Bata a manteiga com o açúcar em pó até obter uma massa leve e fofa, depois envolva a mistura de chocolate e leite.
6 minDistribua a cobertura de chocolate sobre o bolo já arrefecido.
3 minColoque as amêndoas numa frigideira seca e quente e torre-as, mexendo, até ficarem doiradas. Retire do calor e deixe arrefecer. Se preferir, pique grosseiramente as amêndoas antes de as polvilhar sobre o bolo.
O que foi alterado
Substituímos o marzipã por Massa de amêndoa e a avelã por Amêndoa, para seguir o que se encontra facilmente em Portugal.
Este é um bolo que não tem farinha a sério — é massa de amêndoa a fazer de conta que é bolo. A farinha ali está quase por formalidade, cinquenta gramas para ligar, nada mais. Quem segura a estrutura é a amêndoa moída com o açúcar e a manteiga batida, e por isso o bolo sai denso, úmido, com aquela textura que lembra mais um frangipane do que um bolo esponjoso de pão-de-ló.
O resultado depende de duas coisas simples: bater bem a manteiga com a massa de amêndoa até ficar uma pasta lisa e leve — aí é que entra ar, que depois os ovos vão estabilizar — e não deixar o forno cozinhar de mais, porque sem glúten a sobrar para aguentar a estrutura, um bolo seco aqui não se salva com xarope nem com nada. Ponto de cozedura: topo dourado, e ao picar com um palito ele sai só com uma leve humidade pegada, não com massa crua.
A cobertura é uma ganache simples feita ao contrário do costume — aqui não é natas com chocolate, é manteiga batida com açúcar em pó que depois recebe chocolate derretido e leite. Fica mais uma espécie de buttercream de chocolate, pesada e brilhante, que assenta bem sobre um bolo já frio. Se a puser sobre bolo ainda morno, derrete e escorre — por isso a paciência de esperar o bolo arrefecer por completo não é um capricho, é o que decide se a cobertura fica em camada ou em poça.
A massa de amêndoa é o ingrediente que governa tudo — não é amêndoa moída pura, é already uma pasta de amêndoa com açúcar incorporado, por isso é mais fácil de bater e dá uma massa mais compacta e doce do que se usássemos amêndoa em pó e açúcar separados. Ralá-la grosseiramente antes é só para que se misture mais depressa com a manteiga, sem grumos a resistir. Se não encontrar massa de amêndoa feita, o critério para substituir é manter a mesma proporção de amêndoa e açúcar fechados numa pasta — pode processar amêndoa pelada com açúcar em pó e um fiozinho de clara de ovo até formar uma bola maleável, embora o resultado fique menos fino.
A manteiga à temperatura ambiente, não derretida, é o que permite bater ar para dentro da massa — é o motor da leveza deste bolo, já que não há fermento em lado nenhum da receita. Se estiver fria demais, não incorpora e fica em grumos; se estiver derretida, a massa fica pesada e oleosa em vez de cremosa. O sinal certo: a manteiga amolece ao toque mas ainda segura a forma.
Os ovos entram um a um para que cada um se emulsione antes do próximo chegar — tudo de uma vez e a massa corta, fica com aspeto talhado, porque a gordura não consegue prender tanta água ao mesmo tempo. É o mesmo mecanismo de qualquer massa amanteigada, só que aqui, sem glúten a mais, o risco de talhar é maior.
A farinha, pouca e no fim, serve só para dar uma rede mínima que aguente o bolo ao sair do forno — por isso se envolve com delicadeza, sem bater, para não desenvolver glúten a mais e endurecer o que devia ficar tenro.
Para a cobertura, o chocolate negro picado fino derrete mais parelho em banho-maria porque pedaços grandes demoram tanto que a água por baixo já fervilhou de mais, e chocolate não gosta de choque térmico — por isso lume brando. O leite junta-se fora do calor para arrefecer ligeiramente a mistura antes de ela encontrar a manteiga batida, evitando que a manteiga derreta ao contacto e a cobertura perca a consistência fofa. Há quem diga que ganache é sempre natas e chocolate — aqui não é bem isso, mas o princípio de equilibrar gordura e chocolate é o mesmo.
As amêndoas torradas por cima não são decoração vazia: tostar a seco acentua o óleo que já existe na amêndoa e muda o sabor de cru para assado, o que contrasta com a doçura pesada da cobertura. O sinal de pronto é a cor a mudar de clara para dourada e um aroma a subir da frigideira — mais do que isso e passam a amargo, porque o açúcar natural da própria amêndoa começa a queimar.
Quanto à forma de 20 cm: um forno doméstico normal, com calor envolvente ligado, costuma cozer este bolo sem drama nesse tamanho, mas vale sempre confiar mais no aspeto e no palito do que no relógio — cada forno mente um pouco sobre a temperatura que diz marcar.
·