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Ciambella de Claras de Ovo

Um bolo tipo ciambella leve, feito apenas com claras de ovo, perfumado com raspas de limão.

Doses: 8 Cozedura 30 min Pastelaria
VegetarianoContém: glúten, ovos
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Ingredientes

Ciambella de Claras de Ovo — ingredientes: Farinha de trigo, Fécula de batata, Açúcar, Óleo vegetal, Clara de ovo, Raspas de

Preparação

  1. Bata as claras de ovo até formarem uma espuma firme, com batedeira ou robô de cozinha.

  2. Noutra tigela, junte o açúcar, o óleo vegetal, a farinha de trigo, a fécula de batata, o fermento em pó e as raspas de limão, peneirando os ingredientes secos.

  3. Junte as duas massas, misturando com cuidado em movimentos de baixo para cima.

  4. Prepare a forma de bolo: se for de silicone não unte; se for de alumínio, unte e polvilhe com farinha, ou forre a forma com papel vegetal humedecido.

  5. Deite a massa na forma e leve ao forno a 180 graus durante cerca de 30 minutos.

    30 min
  6. Verifique se está cozido espetando um palito de madeira; se sair húmido, deixe mais alguns minutos no forno.

  7. Depois de arrefecer completamente, sirva polvilhado com açúcar em pó.

Isto é um ciambellone, o bolo italiano com buraco no meio, feito só com claras — sem gema, sem manteiga. O que faz este bolo crescer não é o fermento sozinho: é o ar que se mete nas claras quando as batemos, e que o calor do forno depois dilata. É por isso que a primeira tigela manda tudo: se a espuma de claras não ficar firme, o bolo não sobe, fica denso e achatado, por mais fermento que lhe deitemos.

O resultado depende de duas coisas que custam a explicar e fáceis de sentir: o ponto das claras e o modo como se junta tudo depois. As claras batem-se até ficarem com picos firmes — levanta a vara e eles ficam de pé, não caem para o lado. Bater a menos, fica mole e o bolo não segura o ar; bater a mais, as claras começam a separar e a espuma perde a elasticidade, fica granulosa, e também já não serve.

Depois junta-se a massa seca, que é pesada e líquida, a esta espuma, que é leve e instável — e aqui está o momento mais delicado da receita. Mexe-se de baixo para cima, dobrando, nunca a rodar com força, porque cada volta mal dada estoira bolhas de ar que levámos cinco minutos a construir. Um bolo fofo nasce aqui, não no forno.

Há quem diga que um bolo sem manteiga fica seco. Não é bem assim: este leva óleo, que é gordura líquida à temperatura ambiente, por isso humedece a massa de forma diferente da manteiga, mas humedece. Fica mais leve ao palato, não mais seco — desde que não o deixemos a mais no forno.

A farinha e a fécula de batata dividem o trabalho entre si: a farinha dá estrutura, por causa do glúten que forma quando se mistura com líquido; a fécula não tem glúten nenhum, serve só para aligeirar, cortando essa estrutura e deixando o miolo mais macio. Se não tiveres fécula de batata, usa maisena, faz o mesmo papel. O que não deves fazer é pôr só farinha — o bolo fica mais correoso, puxa mais à mastigação.

O açúcar não é só doçura: ajuda a estabilizar a espuma de claras, dá-lhe corpo, e é também o que escurece a côdea por fora. O óleo vegetal entra como gordura líquida — qualquer óleo de sabor neutro serve, girassol ou de bago, desde que não tenha sabor próprio a competir com o limão. É ele que mantém o bolo húmido nos dias seguintes, porque ao contrário da manteiga não endurece no frio.

As claras de ovo são o motor de tudo isto, já falámos disso. Vale a pena dizer só mais uma coisa: separam-se bem de ovos frios, a gema sai inteira com mais facilidade, mas batem-se melhor à temperatura ambiente — um pequeno contratempo que se resolve tirando os ovos do frigorífico uma hora antes, ou passando a tigela de claras por água morna por fora, sem lhes tocar.

As raspas de limão são o único aromático da receita, por isso a escolha da fruta conta: limão de casca firme, bem lavado, e raspa-se só a parte amarela, porque a branca por baixo é amarga e estraga o doce que se procura. Sem limão, usa-se laranja, ou baunilha, é um critério de aroma fresco e cítrico ou doce, não há regra fixa.

O fermento em pó, em quantidade generosa para o peso da farinha, é o complemento ao ar das claras — não substitui, reforça. É química simples: em contacto com humidade e calor liberta gás, infla as bolhas que já lá estão. Por isso a massa não pode ficar muito tempo parada antes de ir ao forno, perde força aos poucos.

Sobre a forma com buraco ao meio, que dá o nome a este bolo: não é só estética. O tubo central conduz calor até ao miolo, que de outro modo demoraria muito mais a cozer numa massa deste volume, e cozeria por fora antes de chegar lá dentro. Numa forma normal, sem buraco, o bolo pode ficar cru no centro mesmo com a superfície já escura — por isso, se só tens forma lisa, parte a massa em duas formas mais baixas, ou aceita que vai precisar de mais tempo e de vigiar com o palito, que é o único juiz de confiança aqui, não o relógio.

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