Foto IABolo de Maçã Sem Glúten
Um bolo de maçã sem glúten, macio e perfumado, com canela e açúcar em pó.
As etiquetas são calculadas automaticamente a partir dos ingredientes e podem estar erradas. Verifique a embalagem se isso for importante para si.
Ingredientes
- 3 un. Maçã
- 120 g Ovo
- 130 g Açúcar
- 1 c. chá Extrato de baunilha
- 1 un. Raspas de limão
- 50 ml Óleo vegetal
- 50 g Natas
- 70 g Leite
- 150 g Farinha de arroz
- 50 g Amido de Milho
- 16 g Fermento em pó
- Açúcar em pó a gosto
- Canela a gosto
Preparação
Quebre os ovos numa tigela e bata com a batedeira junto com o açúcar, o extrato de baunilha e as raspas de limão por alguns minutos
Despeje o óleo vegetal em fio fino, sem parar de bater
Passe por um coador a farinha de arroz, o amido de milho e o fermento em pó, e adicione gradualmente à mistura de ovos
Alternando, adicione as natas e o leite até obter uma massa lisa
Despeje a massa numa forma untada e nivele
Corte as maçãs em fatias e disponha em leque sobre a massa
Decore com açúcar em pó e canela
Leve ao forno pré-aquecido a 180 °C
40 minRetire do forno e deixe arrefecer
É um bolo de maçã simples, só que sem farinha de trigo — farinha de arroz e amido de milho fazem o papel dela. E isso muda a maneira como a massa se comporta: não tem glúten para prender ar nem estrutura, por isso o fermento em pó tem de fazer sozinho o trabalho de levantar o bolo, e a massa fica naturalmente mais pesada e húmida do que um bolo de trigo. Não é defeito, é a natureza da coisa — não tente corrigi-la a mais farinha, que seca o bolo sem o deixar leve.
O que decide o resultado é a bateção inicial dos ovos com o açúcar. Bate-se para incorporar ar, porque é esse ar, mais o fermento, que vai levantar uma massa sem glúten a ajudar. Sabe-se que está bem quando a mistura claramente engrossa e clareia, fica com um ar de espuma cremosa — não é «bater uns minutos», é bater até ver essa mudança.
O forno: 180°C é o ponto em que o bolo cresce por dentro sem a superfície escurecer demais antes de cozer ao centro. O tempo dado, 40 minutos, é o mínimo — o teste a sério é o palito que sai limpo, ou a maçã que já não resiste quando se pica com a ponta de uma faca. Forno de casa varia, uns cozem mais depressa nas bordas: se virem o bolo a escurecer por fora antes da hora, tapem com papel de alumínio e deixem o interior acabar em paz.
Há quem pense que bolo sem glúten é sempre mais seco e sem jeito. Não é bem assim — é mais denso, sim, mas as natas e o óleo aqui fazem esse trabalho de manter humidade, e é por isso que estão na receita e não são dispensáveis.
A farinha de arroz dá o corpo, o amido de milho dá a leveza — sozinha, a farinha de arroz pesa; sozinho, o amido não aguenta estrutura nenhuma. É por isso que vêm os dois juntos, numa proporção de três para um, e não se deve trocar essa proporção sem pensar: mais amido e menos farinha dá um bolo com tendência a esponja mole, mais farinha e menos amido dá um bolo denso a sério.
As maçãs: o critério é uma maçã que aguente a cozedura sem desfazer em puré — maçãs firmes e ligeiramente ácidas cortam-se bem em fatias finas e mantêm forma no forno, dando aquele contraste de fruta macia mas ainda com mordida contra a massa. Se a maçã for muito mole ou muito doce, o bolo fica enjoativo e sem aquele toque ácido que equilibra o açúcar da massa.
As natas e o leite fazem a parte líquida que o glúten normalmente ajudaria a distribuir — sem eles a massa sem glúten fica seca e esfarelada. Se não houver natas em casa, o critério para substituir é manter gordura e acidez leve: um iogurte natural cumpre bem esse papel, ou mesmo mais um pouco de leite com uma gota de limão.
O óleo vegetal é a gordura que mantém o bolo húmido depois de frio — ao contrário da manteiga, não solidifica quando o bolo arrefece, por isso o bolo continua tenro no dia seguinte. Pode usar-se qualquer óleo neutro, de girassol ou de milho; azeite muda o sabor e não é o critério aqui.
O fermento em pó, 16 gramas é mais do que um bolo de trigo normalmente pede — e é de propósito, porque, já dissemos, não há glúten a reter o ar da bateção. Não se assuste com a quantidade, é o que faz o bolo crescer mesmo sendo pesado por natureza.
As raspas de limão e a baunilha não são decoração, são o que corta o enjoativo do açúcar e do óleo — sem eles o bolo fica mais pesado ao palato, mais "plano" de sabor. Isto é de resto um bolo que pede paciência só numa coisa: deixá-lo arrefecer bem antes de cortar, porque quente a massa ainda está a firmar e desfaz-se na faca.
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